Epicondilite lateral (cotovelo do tenista)

É uma das afecções mais prevalentes do membro superior. A epicondilite lateral, também denominada cotovelo do tenista é uma doença dos tendões da musculatura extensora do antebraço. Já a epicondilite medial também conhecida como cotovelo do golfista é uma afecção dolorosa que acomete a origem tendinosa da musculatura flexora do antebraço. Apesar da denominação acomete mais os não atletas que os atletas.

Em quem ocorre as epicondilites?

A prevalência da epicondilite lateral varia de 1% a 3% na população, e dependendo do tipo da atividade de trabalho atinge até 29,3%, em especial aquelas que envolvem trabalho braçal intensivo. A epicondilite medial é mais rara em média de 0,3% a 1,1 % da população geral e muitas vezes as duas epicondilites podem acometer o mesmo indivíduo.
Tipicamente acomete indivíduos de 40-60 anos e é mais comum do lado dominante. As mulheres são mais susceptíveis a estas afecções que os homens.

Onde ocorre a doença?

Apesar de originalmente ser descrita como um processo inflamatório, é consenso que esta doença tem inicio como uma micro lesão mais comum na epicondilite lateral no extensor radial curto do carpo, mas pode, envolver também extensor radial longo do carpo e extensor comum dos dedos.
Na epicondilite medial a origem do flexor radial do carpo e pronador são comumente afetados e mais raramente os flexor superficial dos dedos e o flexor ulnar do carpo.

Quais são os sintomas?

O quadro clínico da epicondilite lateral é de dor lateral do cotovelo que pode irradiar para a região do antebraço. O ponto mais doloroso é bem próximo ao epicôndilo lateral, em geral, anterior e distal. A dor é exacerbada quando faz esforços de extensão do punho e supinação do antebraço
Na grande maioria dos casos, os sintomas iniciam-se de maneira insidiosa e são relacionados as atividades de esforço.
Dor a flexão do punho e pronação contra resistência são os achados no exame físico da epicondilite medial.

Quais outras doenças podem ter sintomas semelhantes?
Na epicondilite medial o diagnóstico diferencial deve ser feito com neuropatia do nervo ulnar e instabilidade do cotovelo.
Como diagnósticos diferenciais da epicondilite lateral é importante descartar osteocondrite dissecante do capítulo, osteoartrose, instabilidade em varo e a síndrome do túnel radial, que é a compressão do nervo interósseo posterior.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico da epicondilite é eminentemente clínico, e tipicamente ao exame radiográfico não ha alterações. Presença de calcificações locais podem aparecer nas radiografias e alguns autores correlacionam este achado à um pior prognóstico.
A radiografia é importante para excluir outras causas mais raras de dor lateral do cotovelo.
O exame de ultrassonografia do cotovelo pode detectar liquido ao redor do epicôndilo e heterogeneidade dos tendões extensores. Uma avaliação quantitativa mostrou acurácia de 76,3% para o diagnostico de epicondilite lateral, mas sem correspondência com os sintomas.

A ressonância magnética é o padrão ouro para e demonstra aumento do sinal em T1 e T2.

Como é o tratamento?

Mais de 40 opções de tratamento para a epicondilite lateral já foram descritos. Exemplos de possibilidades de tratamentos são: conduta expectante, fisioterapia, ultrassonografia de baixa frequencia, laser, massagem, eletroterapia, tratamento tópico, manipulações, injeções de corticoides ou corticoides sistêmicos, terapia por ondas de choque, plasma rico em plaquetas e cirurgia, entre outros. A historia natural da epicondilite lateral evidencia que no período de um ano, os sintomas dolorosos melhoram em 80% dos pacientes e o tratamento conservador pode ser bem-sucedido em ate 95% dos doentes.
O tratamento inicial inclui repouso, gelo, antinflamatorios. Na literatura ainda não ha consenso sobre a efetividade do uso de injeções de corticoesteroides locais, acunpultura, exercícios, uso de órteses. Uma revisão sistemática encontrou evidencias limitadas quanto a ondas de choque, que demonstrou ser inferior que a aplicação de corticoesteroides locais.
Nos casos refratários ao tratamento clínico é importante a pesquisa de diagnósticos diferenciais e possível ganhos secundários.
Existem varias técnicas de tratamento cirúrgico das epincondilites, classicamente é realizada a via aberta com ressecção do tecido doente.
Além desta técnica há também a fasciotomia da musculatura para retirada de tensão dos tendões sobre os epicôndilos e a técnica de ressecção artroscópica.

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